Um estudo recente mostra que a bebês podem diferenciar línguas através de estímulos visuais como os movimentos faciais envolvidos na fala. O estudo foi feito com bebês monolíngües e bilíngües Inglês-Francês canadenses. A NewScientist pergunta se nós adultos conseguimos fazer o mesmo: tentem os vídeos alfa e beta.
Os pesquisadores testaram os bebês através de vídeos mudos de adultos falando em Inglês e Francês. Os bebês assistiam ao vídeo em apenas uma das línguas - por exemplo, Inglês - até o momento em que se desinteressassem. Quando isso acontecesse, o falante adulto que estava sendo filmado substituía a língua que estava utilizando - no nosso exemplo, para o Francês. Esperava-se que, se os bebês notassem a diferença, eles voltassem a prestar atenção no vídeo.
Os resultados mostraram que os bebês percebiam a mudança de código lingüístico. Bebês de 4 e 6 meses monolíngües percebiam a diferença, tanto quanto seus pares bilíngües. Entretanto, aos 8 meses, apenas os bebês bilíngües conseguiam diferenciar as línguas. Vejamos os gráficos abaixo:
O gráfico A mostra bebês monolíngües frente à mudança no código lingüístico. Linha pontilhadas representam o grupo de controle - para o qual não foi apresentado mudança Inglês-Francês. O grupo de controle mostra uma gradativa queda na atenção ao vídeo. Já o grupo de teste mostra aumento no tempo de atenção ao vídeo.
O gráfico B mostra o mesmo em relação aos bebês de 8 meses, com uma comparação entre os bilíngües (pontilhados) e monolíngües (linhas não pontilhadas).
Um dos pontos interessantes desse estudo é o fato de trazer mais um argumento a favor de uma linguagem inata. Os bebês chegam ao mundo preparados para fazer uso de diferentes técnicas para adquirir uma língua. Por que não aceitar que a informação facial pode ser mais uma dessas?
Resposta da pergunta da NewScientist: vídeo alfa: Francês; vídeo beta: Inglês.