Qual é mesmo o nome daquilo… hat… Hut… sombrero, sabe?
Um grupo de psicólogos do Memory Control Lab da Universidade de Oregon vêm estudando os mecanismos que levam ao esquecimento há um bom tempo. Saiu agora, na revista Psychological Science desse mês, um estudo do grupo sobre um fenômeno bastante conhecido de quem já tentou aprender uma língua estrangeira: o esquecimento temporário de palavras da língua materna que se referem a conceitos que o falante consegue nomear, sem muita dificuldade, na segunda língua.
O estudo sugere que isso não ocorre simplesmente porque as palavras esquecidas são pouco usadas. Na verdade, o esquecimento refletiria uma inibição das formas fonológicas das palavras da língua materna, que, de outra forma, poderiam funcionar como distração ou interferência enquanto falamos a nova língua. Seria então uma estratégia de aprendizagem, em que o esquecimento age como uma resposta adaptativa à necessidade de eliminar interferências.
Na pesquisa realizada, quanto maior era o grau de fluência dos estudantes na língua estrangeira, menos suscetíveis eles estavam a esses efeitos de inibição da língua materna. Isso sugere que em estágios avançados do aprendizado de uma segunda língua, essa estratégia de esquecimento torna-se menos necessária. Aprendizes pouco fluentes apresentaram maiores graus de inibição de palavras da língua materna, refletindo uma necessidade de se ignorarem palavras desta, na medida em que o falante se esforça para expressar os mesmos conceitos usando palavras da língua estrangeira.
O artigo, assim como outros trabalhos do grupo, está disponível no site do Memory Control Lab.
