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enga (Papua Nova Guiné) por Paulo H

Na última aula de fonética com a Cláudia Brescancini, vimos dados de uma língua da Papua Nova Guiné, chamada enga (tem também outros nomes, mas não interessa agora). Os dados chamaram minha atenção (também a do Emanuel) pois todas as vogais finais das palavras eram desvozeadas como [’ipU], transcrito com o alfabeto do PIKE. Fui atrás pra ver o que descobria e encontrei o seguinte: http://pnglanguages.org/png/LangResource/0000091/Enga.pdf . Dentre outras coisas (da fonologia do enga), aí se diz que todas as vogais finais são desvozeadas. Isso é realmente interessante. Além disso, eles praticamente não têm (fonologicamente) consoantes vozeadas. 

Viram como é importante ter alguém descrevendo essas línguas pelo mundo? Assim a gente pode aprender sons "estranhos" (o que é muito legal) e ainda por cima usar como exemplo de processos nas línguas naturais.  


4 Comments »

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  1. hahahah… Foi rápido. Acabei de chegar em casa! ¬¬
    15:57

    Comment by Emanuel Quadros — 22/06/2006 @ 15:58

  2. Tua dúvida era a mesma do Emanuel, então copio a resposta que enviei para ele, aqui, para ti.

    Eh bien, só reafirmo a minha afirmação no texto PARTE I, só que cito na integra a Filomena: “Como a Morfologia tem uma relação bastante importante com a Fonologia, a Morfologia passou a ser tratada dentro do componente fonológico”. E isso na época, sim, em que os Morfólogos estavam na praia. A divisão entre Fonologia Lexical e Pós-Lexical, essa sim, creio que foi na Teoria Padrão Estendida nos anos 70, mas o fato anterior da Morfologia “ser tratada dentro do componente morfológico” e tb dentro da Fonologia Lexical foi na época já mencionada. E para terminar, frase do texto dela: “A Morfologia passou a ser tratada dentro do quadro da Fonologia Lexical”.
    Referência: Morfologia, de Maria Filomena Sandalo, do livro vermelho Introdução a Lingüística 1, organizado por Bente e Mussalim, essa discussão está nas pgs 190, 191.

    Comment by Tiago Martins — 22/06/2006 @ 23:29

  3. Vogais desvozeadas não são propriamente um som estranho. São comuns em japonês, e eu pronuncio muitas dessas em português mesmo…
    Bom, só pra marcar presença… Sou o Bruno, lá da comunidade de Lingüística do Orkut, que ficou enchendo o saco de vcs lá!

    Comment by Bruno — 24/06/2006 @ 18:27

  4. Não são estranhas mesmo, são super comuns na fala da Vera Fischer hehehe

    Na verdade, o interessante é ter algo na gramática exigindo que todas vogais sejam desvozeadas em fim de palavra, como acontece em Enga. Isso é o “estranho”, que não sobreviveria sem as aspas, pois, como tu lembraste, vogais desvozeadas são mesmo mais comuns do que pode parecer.

    Espero que “enchas o saco” por aqui também hehe

    Comment by Emanuel Quadros — 24/06/2006 @ 20:49

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