Sobre Neurolingüística

Estava lendo algumas coisas pela Internet sobre Neurolingüística e encontrei alguns conceitos bem interessantes, dignos de nota. Bem, aparentemente a Neurolingüística é algo bastante novo, foi surgir nos cursos de graduação (Letras) somente em meados dos anos 80 e ainda assim, acho que essa disciplina só está no currículo da Unicamp. Segundo a Wikipédia, a Neurolingüística começou em meados do século XIX pelas mãos de Paul Broca. Um alemão chamado Carl Wernicke também estaria infiltrado nesses estudos. Eles começaram estudando e descrevendo a afasia, que é um distúrbio de linguagem causado por uma lesão grave, mas nem sempre, às vezes algumas crianças já nascem com tal problema. Depois da morte de pacientes afásicos eles faziam exames post-mortem para descobrir quais partes do cérebro haviam sido afetadas. Muito interessante, super Mary Shelley.
Atualmente a Neurolingüística (NL, daqui pra frente) evoluiu muito e é um tanto óbvio que haja divergências entre autores quanto ao seu objeto de estudo. Isso parece ocorrer bastante dentro da Lingüística. Segundo um tal de Caplan, a NL estuda relações entre o cérebro e a linguagem, investigando determinadas estruturas cerebrais com distúrbios, mas não só distúrbios, também aspectos específicos e normais da linguagem.
"Há quem atribua, como Bouton (1984) ou Lecours & Lhermitte (1979) à publicação, em 1939, do livro Le Syndrome de Désintégration Phonétique, de Alajouanine, Ombredane (neurologistas) e Durand (foneticista) o início da Neurolingüística. Mas há também os que, igualmente de forma tradicional, consideram a Neurolingüística um ramo (Luria, 1981, 1976) ou um subconjunto (Hécaen, 1972) da Neuropsicologia, o que significa defini-la como o campo de estudo das perturbações verbais decorrentes de lesões cerebrais. Essa definição, contudo, é apenas uma pálida caracterização de suas potencialidades teóricas e metodológicas". (tirado do site do LABONE - UNICAMP)
Esses estudos são o outro lado da proposta. Chomsky sugere que podemos ir a fundo nas investigações do cérebro, mas também, ir a fundo nas investigações sobre as gramáticas particulares de cada língua. A NL parece estudar a primeira opção.
Isso é pouco, mas já dá pra se ter uma idéia de como esse campo é interessante. Aliás, são poucas as pessoas que não tem uma certa curiosidade sobre o cérebro e sobre a linguagem. Esse número aumenta dentre as pessoas que estudam lingüística.
